28 de julho de 2013

Um muçulmano pergunta sobre Jesus (William Lane Craig)

Traduzido por 
Leandro Duarte

Olá Dr. Craig.

Sou muçulmano paquistanês e um estudante em nível elementar na questão de comparar religiões. Tenho algumas dúvidas a respeito da suposta crucificação de Jesus Cristo como retratada nos Evangelhos. (Por favor note que estou apenas fazendo essas perguntas como forma de melhorar meus entendimentos e não pretendo atacar ou denegrir suas crenças. Se encontrar algo ofensivo, já peço desculpas de antemão).

1) Os Evangelhos parecem sugerir que quando as autoridades romanas tentaram prender Jesus, ele os evitou, parecendo que ele não queria ser pego. Agora se a crucificação (e a ressurreição) é o objetivo final da missão de Cristo, então porque ele evitava a autoridade romana? Os Evangelhos parecem sugerir que Cristo não os evitou uma única vez, mas múltiplas. De fato, se bem me lembro, o Evangelho de João sugere que quando Jesus Cristo soube que Judeus e Romanos estavam à sua procura, ele até limitou suas aparições públicas. Por que Jesus fez isso? Jesus não deveria se sentir animado e emocionado quando os primeiros romanos tentaram capturá-lo? Ele não deveria prontamente entregar-se à eles?

2) Para os cristãos, a crucificação e a ressurreição de Cristo representam uma vitória para a humanidade. Então por que os cristãos não consideram pessoas que foram usadas na crucificação de Cristo (Judas Iscariotes e Pôncio Pilatos) como herois da fé cristã? Não vejo estátuas de Judas e de Pôncio Pilatos nas igrejas e me parece que nenhum cristão enaltece essas pessoas. Por quê?

3) Se a crucificação e a ressurreição são o objetivo final do ministério de Cristo então o que exatamente ele fez em seus 3 anos (um longo período) de ministério? Quero dizer, esse tempo não é demasiado longo para alcançar uma tarefa simples como essa?

4) No Evangelho de João existe uma oração atribuída à Jesus, antes de sua suposta crucificação, em que ele diz (estou parafraseando grosseiramente) "...e Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu Te glorifiquei na Terra terminando o trabalho que o Senhor me deu". O que significa o "terminando" aqui? Se a crucificação é o objetivo final, como ele poderia ter terminado seu trabalho antes disso?

Me sentirei grato se o senhor puder responder às questões acima. Muito obrigado!

Mohammad
Paquistão

26 de julho de 2013

E os livros apócrifos?


Por Leandro Duarte

Antes que venham as perguntas, já as respondo: apócrifos são aqueles livros (Tobias, Judite, I e II Macabeus, Baruc, Sabedoria, Eclesiástico e a Epístola de Jeremias) e acréscimos (aos livros de Daniel e  Ester) não aceitos no cânon original do Antigo Testamento. Foram incluídos em 8 de Abril de 1546 no polêmico Concílio de Trento pela Igreja Católica para apoiar os dogmas que não tinham respaldo bíblico,  e que estavam sendo alvo das críticas de Martinho Lutero.

Lutero era monge católico e, em virtude principalmente de um profundo estudo da carta de Paulo aos Romanos, viu que muitos dogmas da Igreja Católica não estavam de acordo com a Palavra de Deus. Uma das respostas da Igreja foi a inserção desses livros, que seriam usados posteriormente contra os ataques da Reforma Protestante.

Mas onde esses livros erram?

9 de julho de 2013

20. Deus existe? (com Ken Boa) - One Minute Apologist


Por Leandro Duarte
Dessa vez foi direto na ferida. Bobby Conway, o apresentador, perguntou para o doutor Ken Boa o que ele falaria se tivesse 60 segundos à uma pessoa que lhe perguntasse se Deus existe. Confira!

4 de julho de 2013

Li: Cristianismo Puro e Simples

"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." (Rm 1:16)

C. S. Lewis é C. S. Lewis. Não me surpreenderia se encontrasse este livro na minha estante de favoritos antes mesmo de começar a lê-lo. 

Este livro na verdade, como diz em seu prefácio, é uma transcrição de vários programas de rádio que a BBC de Londres chamou C. S. Lewis para fazer na época da guerra. A ideia era apresentar o Cristianismo tal como ele é, sem puxar sardinha para qualquer denominação: Anglicana (que é a seguida pelo autor), Católica, Metodista ou Presbiteriana. Bem, se você procura um livro que te ajude a reforçar seu ponto de vista presbiteriano por exemplo, leia outro. Este se limita a ficar no denominador comum entre as qua
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tro acima.

Como um "relutante convertido" do ateísmo, C. S. Lewis nos apresenta o evangelho partindo do ponto que todos os homens possuem uma Lei Moral dentro de si, que os impele (mas não obriga) a fazer aquilo que é o certo e nem sempre aquilo que lhe dá mais prazer, ou mais lucro. Ele chega até o Deus do Cristianismo não a partir do que a Bíblia nos mostra, mas a partir da caminhada que ele percorreu enquanto ateísta. Essa é a primeira parte do livro.

Na segunda parte ele nos apresenta no que acreditam os cristãos, começando com as concorrentes visões sobre Deus, até nos mostrar que todos precisamos de um Salvador - e porque esse Salvador também precisava ser plenamente homem e plenamente Deus. Na terceira e quarta partes ele se aprofunda na vida cristã e na doutrina da Trindade.

O livro é de leitura bem fácil - há momentos que parece que o autor está conversando com você, é recheado de exemplos que reforçam como o Cristianismo é mais concernente com o que vivemos no mundo do que pensamos, e muitas vezes, utiliza de lógicas surpreendentes (mas não monótonas).

Recomendadíssimo para todos - cristãos e, principalmente, não-cristãos!