29 de janeiro de 2012

Relativizando a Tolerância



Tudo é permitido em nome da tão aclamada Tolerância (sim, com letra maiúscula porque está quase personificada hoje em dia). Não é difícil encontrar multidões que levantam a bandeira da Tolerância para fazer o que bem entendem. Frases feitas do tipo: "Como você pode afirmar que isto o que você faz é o certo?" ou "Quem disse que a verdade é absoluta?" ou ainda "A maior das virtudes é a Tolerância" são usadas como pretexto para a liberdade e a libertinagem sexual, por exemplo. O que esqueceram de avisar é que o conceito de Tolerância está sendo a cada dia mais deturpado e sufocado (alguns nem ao menos sabem disso, disseminam a falsa Tolerância com o propósito de achar apoio ao seu erro).


Segundo o dicionario, Tolerância é "Disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos". Apenas isso! Não está escrito disposição de admitir E CONCORDAR com modos de pensar, de agir e etc, dos outros. É aí que se encontra a falha da sociedade moderna. Se eu encontro, por exemplo, um ladrão roubando minha casa, segundo a filosofia amplamente pregada pela sociedade, tenho que concordar com o que ele está fazendo e, além disso, apoiá-lo caso alguém tente dizer que ele fez algo errado (gostaria de ver alguém provar a teoria, fazendo isso).

O pessoal moderno que apoia a ideia de uma relativização da verdade e da entronização da Tolerância, comete o grande erro de se auto-contradizer. Dizem que a Tolerância é a maior das virtudes, mas não são tolerantes com aqueles que não compartilham da mesma ideia que eles. Por exemplo, não são tolerantes ao ler que Jesus é o único meio caminho para alguém ser salvo, ou não são tolerantes com aqueles que veem que o homossexualismo é errado, como a Bíblia diz que é, tampouco são tolerantes com aquele político que rouba todo o dinheiro da população. Simplesmente possuem uma teoria que não sustentam.

Essa Tolerância está no mesmo patamar da ideia de que não existe verdade absoluta. Bem, quando encontrar alguém que afirma que a verdade é relativa, pergunte-o se ele tem certeza do que está afirmando. Se responder "Sim!", acabou de contradizer-se. Se responder "Não!", acabou de contradizer-se. Geralmente quem apóia essa ideia, apóia também a falsa ideia sobre a tolerância.

A bem da verdade (e para se chegar a uma conclusão), a Tolerância não é a maior das virtudes. A maior virtude é o amor, como dito na Bíblia [I Co 13:13]. Chegamos a esta conclusão, não pela Bíblia, mas pela lógica. A sociedade moderna (o projeto de família, o altruísmo e a verdadeira tolerância) está alicerçada em amor, a verdadeira tolerância é apenas uma das vertentes deste.

O problema da falsa tolerância é que ela não apenas coloca uma mordaça na própria sociedade, como também impede a exortação à verdade. O amor, ao contrário, além de apontar o erro (sem julgá-lo), ainda ajuda aquele que o está cometendo a voltar para o acerto. Além de que, se incorporássemos realmente essa filosofia de que não há o certo e o errado, não haveria motivos para existir um governo ou uma justiça. 

Isso aconteceu na história. Vemos em Literatura que um movimento chamado Dadaísmo, que pregava a destruição de qualquer sistema, foi criado. Só que o fim dele foi a auto-destruição, porque se o Dadaísmo entrasse em vigor, ele seria o sistema, então pela sua filosofia, teria também que ser destruído. É mais ou menos o mesmo que acontece com a relativização da verdade e com a falsa Tolerância, são auto-destrutivas.

Geralmente, esses "grandes professores de moral" que pregam a ausência da verdade por meio de uma falsa tolerância, são aclamados com gigantes intelectuais. O "triste" é descobrir que sua grande descoberta destrói também a si mesma, sendo assim inútil e, portanto, falha. 

Fonte:
Leandro Duarte
Agradecimento especial ao grande
irmão David que deu uma revisada no texto.

3 comentários:

  1. Interessante seu ponto de vista. Fazia tempo que não via um texto abordado a relativização da verdade.
    Na minha humilde opinião, tolerância é evitar cair na tentação de julgar as pessoas conforme nossos conceitos, pois no final é sempre entre cada um e Deus.
    Beijão!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Nao sabeis vós que havemos de julgar os anjos?Quanto mais as coisas desta vida? 2cor3:6

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